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Impermanência...

  A única verdade da vida, que podemos acessar, através da nossa razão, é a sua impermanência. Nada é igual no tempo, tudo é movimento, fluidez, mudanças, impermanência!!! E aí surge a reflexão mais questionada pelos seres humanos: Qual o sentido da vida?   Inúmeros pensadores, inúmeras crenças, até a ciência tenta dar conta desta resposta, mas nada, ninguém, em nenhum lugar, consegue responder essa questão. Talvez porque seja algo pessoal e intrasferível, talvez sejamos nós mesmos que precisaremos descobrir, talvez ainda não tenhamos capacidade de entender tal questão ou, simplesmente, talvez o sentido seja construído por nós. Entretanto, depois de questionar diversas vezes sobre essa indagação, descobri que não estava fazendo a pergunta correta ao Universo. Iniciei uma nova busca existencial. Tentei responder para mim mesma, qual seria o sentido da minha vida. Descobri vários outros questionamentos depois deste, iniciei uma busca incessante acerca de assuntos tão comple...
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Recomeçar quantas vezes for necessário...

 Nem todo dia é dia de festa! Tenha fé... Tome três goles de água que passa... Acorde sentindo gratidão... Receitas de bolo para uma vida feliz...  Pensando assim parece até que todo ser humano é igual, feito a imagem e semelhança de um deus qualquer pers onificado num mundo onde as vontades individuais precisa ser a vontade da "massa". Seria ótimo se fosse verdade. Mas, não é. Aliás, pensando bem... Será que seria ótimo mesmo? Que esforço faríamos para tomar nossas vidas para nós? Seria mais cômodo, talvez. Somos únicos, com experiências e vivências únicas, com buscas, desacertos, acertos, personalidades, jeitos de ser singular. Sim! Somos iguais em humanidade, somos todos da raça humana e, por isso, demasiadamente humanos. É nossa única semelhança. Tenho descoberto demônios que me atormentam há anos, nem sabia que existiam, através de minhas inúmeras buscas fui descobrindo que a realidade das coisas pode ser bem mais dolorida do que nós contamos para nós, entretanto, há cur...

Catarse

  São tantos sentimentos que nem sei o porquê de escrever.  Dói forte aqui dentro do peito, só sinto vontade de chorar, não sei se pelos hormônios que enlouquecem quando menstruo ou por causa das emoções e comoções dos últimos tempos.  Talvez os dois. Inspiro e expiro na tentativa de expurgar a sensação de fragilidade e impotência diante de tantas dores, embora eu tenha total consciência de que na minha indigência humana, sou frágil e impotente.  Tempos difíceis!!! Um suspiro, uma tentativa de traduzir em palavras, mas só queria mesmo era gritar até ficar rouca e perder a voz. Uma insensatez atrás da outra.  Ufa! Realmente precisava pegar os óculos, estava comendo as sílabas mais que o meu natural. Será que é uma fome existencial? Estou um pouco cansada também de acentuar as palavras, nunca pensei que me cansaria disto. É, até minha escrita está vaga, vagando, viajando na velocidade dos meus sentimentos confusos.  Que curvas seguir? Por qual corredor devo p...

O Grito!

Não me calo mais, não compactuo com os desatinos de líderes políticos que só pensam em beneficiar quem já é beneficiado! Nas minhas veias correm sangue, é impossível ficar incólume aos devaneios daqueles que só enxergam seu próprio umbigo. Quantas pandemias mais? Quantos vírus mais?  Será que a dor, a morte e o medo não afeta aos desalmados? Ninguém está imune a nada! A dor do outro também é a minha dor. Como comemorar a vida na sua plenitude com tamanha desigualdade social? O que mais será preciso para despertarmos para a importância da vida em sociedade? Não somos uma ilha! Não somos autossuficientes, há um sistema organizado para que possamos viver da melhor forma possível. Não somos Deuses! O materialismo está se destacando mais que a solidariedade, realmente o nosso planeta está doente e muitos de nós também. Onde está a empatia? Onde estão os valores essenciais à vida? Ou pensamos que a vida é somente acumular riquezas materiais? Milhares de pessoas sobrevivem na mais absurda...

Liberdade!!!

 Apesar de ser apaixonada pela França, história, cultura, filmes, arte, moda... Não vou discursar o lema da revolução francesa. Embora seja o que acredito para que qualquer país, lugar, comunidade precise para uma vida agradável. "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" A questão da liberdade que quero discorrer através de questionamentos e algumas conclusões pessoais é outra. Ontem eu tive terapia, estava numa crise aguda de conceitos morais e culpas de questões que nem percebi o quanto estava buscando respostas para minhas soluções em lugares onde eu estaria mais infeliz, e, consequentemente menos livre das minhas dores. Há algumas sensibilidades que faz parte da minha natureza que precisam ser cuidadas, entretanto, só conseguia enxergar um modo de cuidar onde ficaria mais desequilibrada e não estava conseguindo perceber. A tentativa desesperada de sair de uma prisão de sofrimento me encaminhou para outro tipo de lugar existencial onde eu continuaria aprisionada. E, por mais q...

Ovelhas desgarradas...

Estamos sempre em construção, não nascemos prontos e nunca estaremos totalmente prontos. É um legado que o ser humano carrega desde a sua primeira respiração. Somos parte de vários agendamentos, de outros que também foram agendados por seus antecessores! A busca por si, às vezes, torna - se uma batalha constante do que realmente constitui a essência primordial. Aos poucos e com muita percepção, vamos intuindo quem somos. Nestes momentos surgem os conflitos necessários para o tão aclamado autoconhecimento. Na infância já podemos perceber algumas de nossas vontades e o modo como nos apresentamos no mundo. Claro, que já estaremos muito impregnados pela nossa cultura, pelo espelhamento do que representa nossos pais para cada um de nós. Mesmo assim, nas entrelinhas, começam a aparecer fragmentos de nossa personalidade, nossas aptidões e outras formas singulares de expressão. Se conseguirmos ter a sorte de ter pais atentos, não nos reprimirão tanto, entretanto nem sempre isto acontece. Os pa...

Líquido vermelho !

 O corpo incha, os humores incham, uma explosão hormonal a cada mês. As formas ficam arredondadas, sensíveis, a alma entra em contato com o sagrado feminino, a essência materializa no desaguar em líquido vermelho, do cálice intimo.  Durante anos, esse líquido foi considerado impuro, as mulheres eram obrigadas a esconder sua manifestação e reprimir seus desejos e vontades diante a uma sociedade machista e opressora! Mas, nunca foi tão claro, como nos dias atuais, que toda essa opressão era para nos mantermos caladas. Nosso poder foi se tornando menos potente de acordo com a nossa construção social. Eis, então, que ressurge com força total  "o grito" da liberdade e o reconhecimento que simplesmente, muitas de nós, deixou latente, um grande despertar. Entretanto, o que seria para ser indolor, motivo de reconexão, introspecção, passou a atormentar milhares de mulheres, nos fazendo acreditar que seria melhor reprimir o líquido, violentar a natureza. Estamos ainda resgatando es...