A única verdade da vida, que podemos acessar, através da nossa razão, é a sua impermanência.
Nada é igual no tempo, tudo é movimento, fluidez, mudanças, impermanência!!!
E aí surge a reflexão mais questionada pelos seres humanos: Qual o sentido da vida?
Inúmeros pensadores, inúmeras crenças, até a ciência tenta dar conta desta resposta, mas nada, ninguém, em nenhum lugar, consegue responder essa questão. Talvez porque seja algo pessoal e intrasferível, talvez sejamos nós mesmos que precisaremos descobrir, talvez ainda não tenhamos capacidade de entender tal questão ou, simplesmente, talvez o sentido seja construído por nós.
Entretanto, depois de questionar diversas vezes sobre essa indagação, descobri que não estava fazendo a pergunta correta ao Universo. Iniciei uma nova busca existencial. Tentei responder para mim mesma, qual seria o sentido da minha vida. Descobri vários outros questionamentos depois deste, iniciei uma busca incessante acerca de assuntos tão complexos e fundamentais.
Na minha visão particular e intransferível, descobri que o sentido da minha vida é ser feliz. E aí? O que fazer com tamanha descoberta? Questionar novamente. O que é felicidade? Novamente me encontrei numa nova encruzilhada, pois felicidade deve ser algo universal e não pessoal. Digo isto, pois a questão da felicidade é um conceito. Vieram mais e mais indagações...
Com o tempo fui percebendo movimentos que traziam bem estar para minha alma e outros que traziam mal estar, angústia, sofrimento. Descobri também que alguns movimentos que nos traz sofrimento, são inevitáveis, devido a impermanência da vida. E, continuei na minha caminhada...
Aos poucos, depois de passar por diversos sofrimentos, percebi que o tempo nos distância de tais sofrimentos específicos, vamos de uma forma muito sutil, percebendo que há respostas que a vida nos dá com o tempo. E, essa impermanência é algo extremamente positivo se nos permitirmos observar os sinais que as situações, os sentimentos, as emoções nos apresenta. É preciso atenção, autoconhecimento, meditação, calma, respiração, tranquilidade e vontade de querer aprender, isso tudo não acontece milagrosamente, de um dia para o outro, leva tempo e nos exige paciência.
Às vezes o chamado é tão brusco que o aprendizado pode se dar em menor tempo, mas é preciso estar atento.
Quando digo que é preciso estar atento é porque o aprendizado é uma grande oportunidade para desenvolvermos a gratidão, a empatia, o amor.
Estamos passando, no nosso planeta, por um momento de extremo sofrimento. É uma oportunidade ímpar de perceber, meditar e tentar descobrir o sentido da vida e a real felicidade. O Universo, com sua sabedoria infinita nos convida a isto. Precisamos estar atentos, se realmente, quisermos responder essas questões existenciais. Sim! O sofrimento está enorme. Sim! Muitos estão atentos. Sim! Muitos ainda estão adormecidos.
Só iremos nos tornar pessoas melhores e mais felizes se conseguirmos aprender algo com todo este turbilhão de caos. Talvez, por isso, tanto se fala em "um novo normal", parece que o antigo estava muito desarmônico, tanto que a natureza se manifestou, através da consequência de nossos atos para trazer um vírus, invisível a olho nu, para sacudir o planeta, nos dando uma enorme possibilidade de viver e conviver com mais altruísmo, mais responsabilidade, mais ética, mais paz.
E, a impermanência da vida continua...

Comentários
Postar um comentário