Não me calo mais, não compactuo com os desatinos de líderes políticos que só pensam em beneficiar quem já é beneficiado!
Nas minhas veias correm sangue, é impossível ficar incólume aos devaneios daqueles que só enxergam seu próprio umbigo. Quantas pandemias mais? Quantos vírus mais?
Será que a dor, a morte e o medo não afeta aos desalmados? Ninguém está imune a nada! A dor do outro também é a minha dor. Como comemorar a vida na sua plenitude com tamanha desigualdade social? O que mais será preciso para despertarmos para a importância da vida em sociedade? Não somos uma ilha! Não somos autossuficientes, há um sistema organizado para que possamos viver da melhor forma possível. Não somos Deuses!
O materialismo está se destacando mais que a solidariedade, realmente o nosso planeta está doente e muitos de nós também. Onde está a empatia? Onde estão os valores essenciais à vida? Ou pensamos que a vida é somente acumular riquezas materiais? Milhares de pessoas sobrevivem na mais absurda miséria, como se não fossem humanos como nós, basta!!!
Lutemos sim, com nossas palavras e pensamentos fundamentados nos verdadeiros valores da vida, se precisar gritar, gritemos juntos por igualdade, resistamos aos caminhos mais fáceis, que nossa lucidez nos liberte do nosso autocentrismo. Abandonemos um pouco o "EU" para viver o "Nós"!
Não devemos permitir que nossa ignorância nos domine, sejamos mais humanos! Eu preciso enxergar novamente que há pessoas que acreditam, assim como eu, nos verdadeiros valores da vida. Na ética, na verdade, no respeito, na educação, na gentileza, no amor. Tenho esperança de que o nosso comprometimento com o próximo ainda seja lúcido! Há tempo para despertar!
Como uma otimista incurável, eu quero crer, que não sou uma minoria que deseja que esses valores fundamentais sejam novamente acordados e despertos em nós. Eu tenho a necessidade de acreditar que o ser humano está, momentaneamente, passando por uma crise de valores. Ainda que muitos acreditem que eu estou enganada. Eu sempre acreditei na potência de uma sociedade mais igualitária, mais empática, mais justa!
A nossa primeira sociedade é a família. Porém, infelizmente, tenho percebido que é a primeira que adoece a cada dia. Claro que há exceções, mas não nos enganemos, é uma minoria.
Grande parte das famílias, estão se desestruturando por inversões de valores fundamentaiis, o egoísmo separando os entes, o vil metal sendo a "mola mestra" de valorização e não as virtudes morais. Pais e mães causando conflitos entre irmãos, por simplesmente não usarem a balança do amor, do afeto e da justiça. Distanciamentos, falta de diálogo, falta de respeito à singularidade do outro, total falta de solidariedade mútua.
A cura precisa ser iniciada na base, se faz necessário o olhar atento para a dor de cada ente, a escuta paciente, a empatia, o perdão, o amor. Há lares que parecem ter sido construídos como verdadeiros castelos de areia que estão prestes a desmoronar. A aparência ainda é mais valorizada do que a essência. E é, desta primeira sociedade, que surgem os humanos desumanos, sem limites, sem empatia, que acreditam que estão a cima do "bem" e do "mal". Pobres de alma!
Sejamos então, o grito da justiça, o grito da união, o grito da acolhida, o grito do perdão.
Sejamos o grito da transformação, que ecoa nos corredores existências, no labirinto da vida!
Gritemos, pois...

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