O corpo incha, os humores incham, uma explosão hormonal a cada mês. As formas ficam arredondadas, sensíveis, a alma entra em contato com o sagrado feminino, a essência materializa no desaguar em líquido vermelho, do cálice intimo. Durante anos, esse líquido foi considerado impuro, as mulheres eram obrigadas a esconder sua manifestação e reprimir seus desejos e vontades diante a uma sociedade machista e opressora! Mas, nunca foi tão claro, como nos dias atuais, que toda essa opressão era para nos mantermos caladas. Nosso poder foi se tornando menos potente de acordo com a nossa construção social. Eis, então, que ressurge com força total "o grito" da liberdade e o reconhecimento que simplesmente, muitas de nós, deixou latente, um grande despertar. Entretanto, o que seria para ser indolor, motivo de reconexão, introspecção, passou a atormentar milhares de mulheres, nos fazendo acreditar que seria melhor reprimir o líquido, violentar a natureza. Estamos ainda resgatando es...